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O mistério
do que teria
acontecido
com os
milhões de
barris que
vazaram no
Golfo do
México pode
ter chegado
ao fim com
um novo
estudo
publicado na
Science que
responsabiliza
microrganismos
pela
degradação
em tempo
recorde.
Assim que o
vazamento
causado pela
explosão da
plataforma
da BP no
Golfo do
México, a
maior
tragédia
ambiental da
história dos
Estados
Unidos, foi
finalmente
controlado
começaram as
perguntas do
que teria
acontecido
com boa
parte dos
4,1 milhões
de barris
que foram
liberados no
oceano e dos
quais não se
tinha mais
vestígios.
Uma
verdadeira
guerra entre
pesquisadores
teve início,
com estudos
independentes
contrariando
os dados
oficiais que
alegavam que
a maior
parte do
petróleo já
havia sido
recolhida,
queimada ou
degradada.
A
Universidades
da Geórgia
chegou a
divulgar um
trabalho no
qual afirma
que cerca
de 75% do
petróleo
ainda está
na área, mas
submerso, e
dessa forma
segue sendo
uma ameaça
para o
ecossistema.
Agora, um
grupo do
Laboratório
Lawrence
Berkeley,
ligado ao
Departamento
de Energia
do governo
norte-americano,
publicou um
artigo na
revista
Science onde
afirma que
realmente
existe uma
enorme
mancha de
petróleo a
cerca de
1000 metros
de
profundidade
ocupando uma
área de até
7km.
Porém, os
pesquisadores
descobriram
uma grande
quantidade
de
microrganismos
se
alimentando
desse
material,
alguns até
de espécies
desconhecidas,
e a
velocidade
de
degradação
está muito
acima do que
seria
esperado.
“Nós
descobrimos
que a
presença do
petróleo em
grandes
profundidades
alterou a
comunidade
de
microrganismos
e estimulou
a
proliferação
de certos
tipos de
bactérias
que são
muito
semelhantes
às usadas
justamente
em trabalhos
de limpeza
de petróleo.
A presença
desses
organismos é
o principal
responsável
pela rápida
degradação
de todo o
óleo que
vazou”,
afirmou
Terry Hazen,
ecologista
do
Laboratório
Lawrence
Berkeley.
O grupo
identificou
ainda uma
nova espécie
de
microrganismo
que consegue
realizar a
degradação
do petróleo
em grande
velocidade.
“Essa
descoberta
pode se
revelar
muito
importante
no
desenvolvimento
de novas
técnicas de
limpeza de
vazamentos
futuros”,
comemorou
Hazen.
Mas nem tudo
são boas
notícias,
sob a
pressão de
ter que
controlar o
vazamento o
mais rápido
possível a
BP utilizou
quantidades
recordes do
dispersante
COREXIT 9500
e a ação
desse
químico
criou uma
grande nuvem
de
partículas
de petróleo
que se
espalhou por
toda a
região. O
efeito dessa
nuvem ainda
é
desconhecido.
Além disso,
o COREXIT só
foi estudado
em situações
na
superfície
dos oceanos
e agora
segue a
dúvida de
como essa
quantidade
massiva do
dispersante
vai se
comportar em
grandes
profundidades
e como irá
afetar o
ecossistema.
O vazamento
da
plataforma
Deepwater
Horizon foi
um dos
maiores e
mais
profundos
desastres
envolvendo
petróleo na
história da
humanidade.
Especialistas
concordam
que os
números
envolvidos
na tragédia
são todos
gigantescos
e os
impactos
verdadeiros
para o
ecossistema
ainda podem
estar longe
de serem
compreendidos.
Imagem:
Pesquisadores
do
Laboratório
Lawrence
Berkeley
coletaram
mais de 200
amostras de
17 locais
próximos ao
vazamento /
Lawrence
Berkeley
Laboratory
(Envolverde/CarbonoBrasil) |