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Hoje, a soja dos
brasileiros
contém 50 vezes
mais veneno do
que em 1998. O
aumento
expressivo do
uso de
agrotóxicos é a
indicação clara
de que estes
últimos e os
transgênicos
fazem parte de
um mesmo modelo,
onde a dominação
do mercado de
sementes e
insumos está nas
mãos de um
pequeno grupo de
grandes
corporações.
A introdução de
espécies
geneticamente
modificadas no
Brasil tem como
traço marcante a
chancela oficial.
Começando no
governo Fernando
Henrique
Cardoso, ganhou
vigor durante a
gestão Lula com
a legalização da
soja
contrabandeada,
atingindo seu
ápice com a
aprovação do
milho
transgênico da
Bayer, da
Monsanto e da
Syngenta –
medida tomada
contra o
entendimento
técnico da
Anvisa (Agência
Nacional de
Vigilância
Sanitária) e do
Ibama (Instituto
Brasileiro do
Meio Ambiente e
dos Recursos
Naturais
Renováveis). No
lugar de definir
estruturas e
procedimentos de
biossegurança, o
Estado vem
agindo no
sentido de
autorizar
liberações sem a
adequada análise
de riscos
ambientais e à
saúde,
desconsiderando
impactos
socioeconômicos,
recusando o
debate com a
sociedade e
evitando a
transparência de
suas ações.
Da aprovação da
primeira Lei de
Biossegurança,
em 1995, até
junho de 2010,
sob a vigência
de nova Lei,
foram
autorizadas 21
plantas
transgênicas: 11
variedades de
milho, 4 de soja
e 6 de algodão,
sendo 80% da
Monsanto,
Syngenta e
Bayer, e 90,4%
foram aprovadas
entre 2008 e
2010.
Fica difícil
compreender 19
liberações
comerciais em
tão curto espaço
de tempo, quando
mais e mais
pesquisas
revelam as
mentiras que
foram contadas
para convencer
agricultores e
governos dos
benefícios dos
transgênicos.
Mas parece que
quanto mais
evidências
contumazes dos
problemas
associados ao
uso de
transgênicos
surgem, mais
trabalha o
governo para
garantir, a
qualquer custo,
as autorizações.
Aos
fatos!
Os transgênicos
aumentam o uso
de agrotóxicos,
ao contrário do
que alegavam as
empresas de
biotecnologia,
e, por isso (e
por outras
razões também),
são prejudiciais
ao meio ambiente
e à saúde. A
soja transgênica
(Roundup Ready)
é resistente ao
herbicida
Roundup, também
fabricado pela
Monsanto e cuja
base é o
glifosato1.
Depois que foi
autorizada no
Brasil, o
crescimento das
vendas de
glifosato foi
significativo,
saltando de 60
mil para mais de
110 mil
toneladas do
ingrediente
ativo, entre
2004 e 2007,
segundo a Anvisa,
enquanto, no
mesmo período, a
área plantada de
soja diminuiu
cerca de 8%, de
acordo com a
Conab (Companhia
Nacional de
Abastecimento).
O aumento do uso
de glifosato
também já está
comprovado nos
Estados Unidos.
Hoje, a soja dos
brasileiros
contém 50 vezes
mais veneno (glifosato)
do que em 1998.
Naquele ano, às
vésperas da
pretendida
liberação da
soja transgênica
no Brasil, só
não ocorrida por
decisão
judicial, a
Anvisa permitiu
que a soja que
comemos tivesse
10 vezes mais
resíduo de
glifosato,
passando de 0,2
ppm (partes por
milhão) para 2,0
ppm. Em 2004,
após a
autorização,
virou “festa”: o
órgão ampliou o
limite para 10
ppm (ou seja, 50
vezes a “dose”
inicial).
Além disso,
outros venenos
mais tóxicos são
cada vez mais
necessários nas
plantações de
soja, na medida
em que as ervas
daninhas já não
se curvam mais
ao glifosato;
são estes o
2,4-D (que dá
origem às
dioxinas,
conhecido grupo
de compostos
carcinogênicos e
ingrediente do
agente laranja
usado na Guerra
do Vietnã), o
paraquat (associado
ao aumento dos
riscos de
desenvolvimento
de mal de
Parkinson) e a
atrazina (proibida
na Europa). A
CTNBio (Comissão
Técnica Nacional
de Biossegurança)
já está até
mesmo analisando
um pedido de
liberação de
soja transgênica,
da empresa Dow,
resistente ao
2,4-D.
Um parêntese
sobre o
glifosato: em
2008, a mesma
Anvisa, em
atitude que
merece aplausos,
decidiu submeter
diversos
princípios
ativos (agrotóxicos)
a reavaliação,
após extensa
pesquisa que
revelou inúmeros
impactos à saúde
e/ou proibição
em diversos
países. O
glifosato faz
parte desta
relação.
Contudo, o atual
presidente da
CTNBio, Edilson
Paiva, doutor em
biologia
molecular e, à
época, já membro
da Comissão, fez
uma defesa
pública do
princípio ativo,
afirmando que
“os humanos
poderiam até
beber [glifosato]
e não morrer,
porque não têm a
via metabólica
das plantas”.2
Mercado
concentrado
O aumento
expressivo do
uso de
agrotóxicos é a
indicação clara
de que estes
últimos e os
transgênicos
fazem parte de
um mesmo modelo,
em que a
dominação do
mercado de
sementes e
insumos está nas
mãos de um
pequeno grupo de
grandes
corporações.
A dependência
dos agricultores
já é sentida.
Parte deles, que,
inicialmente,
apoiava de
maneira
incondicional o
uso de
transgênicos,
não mais esconde
suas críticas e,
agora, questiona
a cobrança de
royalties
indevidos3 e
preços
extorsivos de
insumos.
Os agricultores
também têm
enfrentado
dificuldades
para conseguir
sementes
convencionais,
já que o mercado
fica concentrado
na mão de poucas
empresas –
Monsanto, Dupont,
Syngenta e
Bayer. Relatos
dão conta que a
oferta de grãos
vem casada: para
conseguir 15% de
soja
convencional é
preciso também
comprar 85% de
transgênica. No
caso do milho,
hoje, em cada
quatro novas
sementes
lançadas no
mercado, três
são transgênicas.
Para a Abrange (Associação
Brasileira de
Produtores de
Grãos Não
Geneticamente
Modificados),
esse cenário faz
com o que o
Brasil perca a
vantagem
comercial que
tem diante de
seus principais
concorrentes no
mercado da soja
(EUA e
Argentina):
justamente
oferecer grãos
não
geneticamente
modificados.
Reunindo mais de
30 associados,
entre os quais
grandes
produtores, como
a Amaggi,
Brejeiro,
Caramuru e
Imcopa, a
Abrange acredita
que “o mercado
de grãos não
transgênicos
seja uma
realidade no
Brasil e no
exterior, pois
vem gerando
ganhos
expressivos
tanto para os
agricultores
quanto para o
próprio país, e
[portanto] deve
ser preservado e
cativado”.
Liberações às
cegas
Os fatos
elencados acima
sugerem que o
governo deveria
reavaliar sua
posição,
submetendo a
análise e a
debate o que
representa este
modelo de
agricultura,
ponderando
perdas,
benefícios e
alternativas
existentes. Mas,
diametralmente
oposto às suas
posições
históricas, Lula
radicalizou na
defesa dos OGMs.
Após a liberação
da soja da
Monsanto por
Medida
Provisória (MP),
duas vezes em
2003, quando
assumiu a
presidência,
Lula ainda
reduziu o quórum
para facilitar
as liberações
comerciais:
antes, a
autorização para
comercialização
e consumo
dependia do voto
favorável de
dois terços dos
27 membros da
CTNBio; depois
da MP 327,
apenas 14 votos
favoráveis
passaram a ser
suficientes. A
partir de então,
os apontamentos
fundamentados de
cientistas,
relacionados à
precariedade da
análise de
risco, são
ignorados
solenemente e as
aprovações
acontecem a
despeito dos
votos contrários
(minoritários)
dos ministérios
da Saúde e do
Meio Ambiente,
além dos outros
especialistas e
representantes
da sociedade
civil.
A lógica que
guia as decisões
é a da
biotecnologia, e
não a da
biossegurança.
As plantas já
autorizadas
foram
“avaliadas” com
base no
princípio da
equivalência
substancial,
muito criticado
no meio
científico por
restringir
sobremaneira o
escopo da
avaliação. De
acordo com este
princípio, já
apelidado de
pseudocientífico,
a soja
transgênica
Roundup Ready é
equivalente à
soja natural, e
assim por
diante.
A análise dos
processos é
precária. A
Comissão vale-se
tão somente dos
estudos
encaminhados (e
muitas vezes
produzidos)
pelas próprias
empresas, não
publicados nem
submetidos à
peer review4.
Dentre os
transgênicos
autorizados,
vários contêm
genes de
resistência a
antibiótico,
cujo uso não é
recomendado pela
Organização
Mundial da Saúde
(OMS), pela
Organização das
Nações Unidas
para Agricultura
e Alimentação
(FAO) e por
outros conselhos
científicos, a
exemplo da
Comissão
Europeia, como o
Conselho
Internacional
para a Ciência
(Paris), a Royal
Society
(Londres), o
Conselho Belga
de Biossegurança
(Bruxelas), a
Academia
Nacional de
Ciências
(Washington DC)
e o Conselho de
Bioética de
Nuffield
(Londres). Mas
isso é
irrelevante para
a CTNBio.
Ademais, as
novas evidências
que surgem e
são publicadas
nunca são
suficientes para
sensibilizar o
colegiado a
reavaliar suas
decisões.
A atuação opaca
é outra marca do
colegiado. Foi
preciso a
Justiça intervir
para que as
reuniões
oficiais
ocorressem a
portas abertas e
audiências
públicas
passassem a
existir. E a
sombra que recai
sobre os
processos
(públicos!) para
os quais a
Comissão nega
acesso5 vai
deixar de
existir, por
mais uma
determinação
judicial dada em
26 de julho
deste ano.
Os conflitos de
interesse são
outro assunto
delicado. Os
membros só
assinaram um
tipo de
“declaração de
conduta” depois
de uma
recomendação
formal do
Ministério
Público Federal.
A opinião
manifestada
publicamente por
uma cientista,
ex-integrante da
Comissão, revela
um pouco mais e
melhor o que é a
CTNBio. Segundo
Lia Giraldo da
Silva Augusto,
“a CTNBio está
constituída por
pessoas com
título de
doutorado, a
maioria
especialistas em
biotecnologia e
interessados
diretamente no
seu
desenvolvimento.
Há poucos
especialistas em
biossegurança,
capazes de
avaliar riscos
para a saúde e
para o meio
ambiente”. E
prossegue: “O
que vemos na
prática
cotidiana da
CTNBio são votos
préconcebidos e
uma série de
artimanhas
obscurantistas
no sentido de
considerar as
questões de
biossegurança
como
dificuldades ao
avanço da
biotecnologia. A
razão colocada
em jogo na
CTNBio é a
racionalidade do
mercado, que
está protegida
por uma
racionalidade
científica da
certeza
cartesiana, em
que a
fragmentação do
conhecimento,
dominado por
diversos
técnicos com
título de
doutor, impede a
priorização da
biossegurança e
a perspectiva da
tecnologia em
favor da
qualidade da
vida, da saúde e
do meio
ambiente”.
A contaminação
genética, que é
notoriamente um
dos aspectos
mais debatidos
nos meios
acadêmicos, para
a CTNBio nem
sequer é uma
questão de
biossegurança.
Lá prevalece o
entendimento de
que, se a planta
foi por eles
considerada
segura, não há
problema que
ocorra a
contaminação,
que é meramente
uma questão de
mercado. Às
favas a
biodiversidade e
a preservação de
sementes
crioulas, o
direito de
consumidores e
agricultores a
alimentos livres
de transgênicos.
Tanto é, que as
primeiras
liberações de
milho vieram sem
nenhuma medida
para evitar a
contaminação.
Mas a Justiça
acatou pedido
das ONGs (ANPA,
AS-PTA, Idec e
Terra de
Direitos) e
suspendeu os
efeitos das
liberações até
que fossem
criadas regras
de coexistência.
À determinação,
a CTNBio
respondeu às
pressas com uma
regra pífia de
“isolamento do
milho”.
Com as novas
sementes
disponíveis para
os agricultores,
o estado do
Paraná, maior
produtor do
cereal, colocou
seus técnicos em
campo para
testar a
eficácia da
norma. O estudo
inédito
comprovou, por
dois métodos
diferentes, que
a contaminação
ocorre mesmo
quando a regra
de isolamento é
cumprida – ou
seja, ela não
serve. CTNBio e
Ministério da
Agricultura
responderam
dizendo que o
estudo não
valia, entre
outras razões,
porque o então
governador
Roberto Requião
é sabidamente
contrário aos
transgênicos(!).
Não satisfeitos,
Walter Colli,
Edilson Paiva e
outros três
integrantes da
Comissão
divulgaram
texto, com
logomarca do
Ministério da
Ciência e
Tecnologia,
afirmando que
“seria uma
temeridade para
o país, no
século XXI, e
com a
agricultura
intensiva como
base importante
do PIB, que a
diversidade de
qualquer planta
de grande
interesse
econômico
estivesse na
dependência de
agricultores que
não têm a mais
vaga ideia de
genética”; e que
“o plantio de
grãos no lugar
de sementes pode
ser antigo, como
a coivara ou o
hábito de
defecar nos rios
e coleções de
águas, mas
nenhum deles é
adequado nem
compatível com o
convívio entre
cidadãos de uma
sociedade
moderna”,
referindo-se à
produção e uso
próprio de
sementes
crioulas pelos
agricultores
familiares.
Lembremos que,
para
infelicidade de
alguns, a
atividade é de
tamanha
relevância que
consta de dois
acordos
internacionais
dos quais o
Brasil é parte:
o de Recursos
Genéticos para a
Alimentação e a
Agricultura, da
FAO, e a
Convenção sobre
Diversidade
Biológica, da
ONU.
Merece lembrança
ainda a coroação
do ex-presidente
da CTNBio,
Walter Colli,
médico que
encerrou o seu
mandato em 2009,
propondo acabar
com o
monitoramento
dos impactos dos
transgênicos na
saúde após sua
introdução no
mercado. Em sua
opinião, o
monitoramento é
“lixo” e que
“fez muito bem”
a indústria
alimentícia de
não se submeter
à regra e
reclamar.6 A
medida está
prevista na lei,
na Convenção de
Diversidade
Biológica e no
Protocolo de
Cartagena, e tem
por objetivo
acompanhar os
impactos não
avaliados e
adotar as
medidas
necessárias.
Colli deu lugar
a Edilson Paiva,
que, alheio às
fortes críticas
públicas geradas
pela iniciativa,
criou um grupo
para,
possivelmente,
pôr fim ao
monitoramento.
Mais alheio que
ele, só mesmo o
Conselho de
Ministros, que
ainda em 2008
aprovara
orientação para
que fossem
realizados
“estudos de
seguimento de
médio e longo
prazo dos
eventuais
efeitos no meio
ambiente e na
saúde humana,
dos OGM e seus
derivados”, mas
silenciou diante
da iniciativa
lamentável da
CTNBio.
A ausência do
Conselho
Nacional de
Biossegurança
(CNBS), composto
por 11 ministros
e presidido até
há pouco tempo
por Dilma
Rousseff, revela
astúcia. Deixa
as liberações
correrem soltas
ao jogar para a
CTNBio todas as
atribuições
(inclusive as
que não lhe
cabem) e o foco
das atenções,
esquivando-se do
seu papel.
E é esta a
Comissão que
decide o destino
dos transgênicos
no Brasil. É
esta Comissão
que agora tem em
suas mãos a
decisão sobre o
arroz
transgênico da
Bayer – que não
é plantado em
nenhum país e
cujo agrotóxico
usado
(glufosinato de
amônio) está com
os dias contados
para ser banido
na Europa.
Informação
desprezada
Uma última nota
sobre a
rotulagem de
transgênicos.
Para o Idec, que
acompanha este
assunto desde
1997 e tem como
uma de suas
prioridades a
luta pelo
direito à
informação, o
descumprimento
da legislação
que obriga a
rotulagem de
transgênicos por
parte da
indústria
alimentícia, com
a conivência do
governo, é
inaceitável –
além de crime
diante do Código
de Defesa do
Consumidor.
Paralelamente, o
período de maior
número de
liberações e
plantio de
transgênicos no
Brasil marca
também o de
iniciativas
legislativas
para impedir o
consumidor de
saber o que
consome, não
obstante as
pesquisas de
opinião pública
apontarem que a
esmagadora
maioria dos
cidadãos quer
saber se o
alimento é ou
não transgênico.
Em manifesto
desprezo à
vontade dos
consumidores, os
deputados Luiz
Carlos Heinze
(PP/RS), Cândido
Vacarezza
(PT/SP) e a
senadora Kátia
Abreu (DEM-TO),
por meio dos
Projetos de Lei
4148/98 e
5575/09 e do
Projeto de
Decreto
Legislativo
90/2007,
respectivamente,
puxam a frente
“anti-informação”.
As propostas
buscam
restringir a
rotulagem para
os alimentos em
que for
detectável a
presença de OGM,
omitindo a
informação dos
óleos e muitos
outros gêneros
alimentícios;
excluir o
símbolo “T”, que
hoje identifica
tais produtos, e
a informação dos
alimentos de
origem animal;
além de permitir
o uso de
sementes
transgênicas
estéreis, do que
ainda cuidou
Vaccareza.
Neste cenário,
não dá para
acreditar no
presidente da
CTNBio, que diz
que “não existe
pressão
econômica”.7 A
introdução de
transgênicos no
Brasil, como no
seu “berço”, os
EUA, e em outros
países, é mais
uma demonstração
do poder das
grandes
corporações.
Aqui, os fatos,
que incluem
mudança de lei,
edição de
medidas
provisórias e
outras decisões
oficiais,
mostram que o
poder não
escolhe mesmo
partido: de
1995, quando a
Lei de
Biossegurança
foi aprovada no
governo FHC,
para 2010, no
final do governo
Lula, a
cavalgada rumo à
liberação geral
de transgênicos
só tem crescido.
E não adianta
achar que a
culpa é só da
CTNBio.
*Andrea
Lazzarini
Salazar é
advogada e
consultora
jurídica do Idec
(Instituto
Brasileiro de
Defesa do
Consumidor);
acompanha o
assunto desde
1998.
1
O
glifosato é um
herbicida não
seletivo (mata
qualquer tipo de
planta)
desenvolvido
para matar
ervas,
principalmente
perenes. É o
ingrediente
principal do
Roundup,
herbicida da
Monsanto. Muitas
plantas
culturais
geneticamente
modificadas são
simplesmente
modificações
genéticas para
resistir ao
glifosato. A
Monsanto vende
sementes dessas
plantas com o
marca RR
(Roundup Ready).
2
Jornal Valor
Econômico,
23/04/07.
3
A forma
de cobrança de
royalties sobre
a soja da
Monsanto tem
sido duramente
criticada. A
cobrança não é
feita apenas no
momento da
compra da
semente. Este
agricultor ainda
deverá pagar 2%
sobre o
excedente da
produção
estimada, se
ocorrer esta
situação. Além
desse agricultor
que fez a opção
pela soja
transgênica, os
que cultivarem
soja
convencional ou
orgânica também
estão sujeitos a
pagar royalties
e multa, se sua
produção tiver
sido
contaminada. Ao
entregar sua
produção para
venda, o
agricultor deve
informar se usou
ou não soja
transgênica. Se
não tiver
utilizado, mas o
teste de
detecção acusar
a presença de
soja
transgênica, o
agricultor fica
obrigado a pagar
uma multa, além
dos 2% sobre o
valor da
produção.
4
Revisão por
pares, em que a
pesquisa é
submetida a
avaliadores
independentes
capacitados.
5
Posição oficial,
de acordo com
Parecer
Conjur/MCT
054/2008.
6
Folha de
S.Paulo,
09/12/09.
7 Cidades e
Soluções,
Globonews,
16/06/10.
(Envolverde/Le
Monde
Diplomatique
Brasil)
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