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O Ibama aponta soluções para o problema ambiental dos lixões na Paraíba

 

João Pessoa - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entregou a 21 gestores de estados e municípios termos de convênios que garantem a elaboração de planos de gestão para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Os planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - Pgirs têm o objetivo de organizar a gestão dos resíduos dentro das particularidades regionais, econômicas, geográficas, ambientais e sociais, com a meta de promover o desenvolvimento sustentável do ambiente urbano. O Ministério do Meio Ambiente - MMA destinará para cada município ou consórcio formado por grupos de pequenos municípios, uma verba em torno de R$ 400 mil. O recurso do MMA se destina a melhorar a estrutura jurídica, fazer treinamento de pessoal e aquisição de equipamento para as estruturas existentes nos estados.
O Ibama aponta soluções

Estima-se que a maioria dos municípios paraibanos têm destino de lixo irregular. Os dejetos de 98% deles são encaminhados para lixões a céu aberto ao invés de aterros sanitários. Segundo o Ibama da Paraíba, apenas a região metropolitana de João Pessoa possui aterros dentro das exigências ambientais.

Nos lixões, os dejetos não são submetidos a nenhum tipo de tratamento. Já nos aterros, quando existentes, são abertas valas que são fiscalizadas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente - Sudema. O município de Campina Grande tem a pior situação do Estado, pois lá existe carência de aterro sanitário compatível com o porte da cidade. O lixão fica muito próximo da rodovia. O Ministério Público já entrou com ações, mas ainda não houve iniciativas da administração municipal no sentido de resolver o problema.

Além de Campina Grande, o Ministério Público está exigindo que outros municípios enviem obrigatoriamente projetos de criação de aterro sanitário. Eles deverão ser encaminhados à Superintendência Estadual do Meio Ambiente - Sudema, que analisa e concede as licenças para execução dos aterros.

No entanto, o fato é que o problema do lixo não se resume apenas à Paraíba, pois esta é uma questão ambiental e de saúde pública existente em todo o país. O Ibama sugere aos municípios que desenvolvam projetos até mesmo em forma de consórcio, nos quais dois ou mais municípios podem se unir criar um aterro que atenda às exigências