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Filhote
de tigre
é
encontrado
em
bagagem
em
aeroporto
na
Tailândia
As
empresas Terramater,
Joyful, Biopar, Tamarama
Metais e Masisa mostram
como transformar
práticas sustentáveis em
negócios durante a
Conferência BAWB, em
Londrina.
Uma empresa competitiva
é aquela que incorpora
os aspectos de
sustentabilidade em seu
processo produtivo e na
gestão. Para isso, é
necessário que as
organizações revejam
seus processos de gestão
e estejam abertas à nova
tendência. Essa foi a
tônica das discussões da
Conferência BAWB (sigla
em inglês para Empresas
como Agentes em
Benefício do Mundo)
nesta quarta-feira (1º),
em Londrina.
A conferência, realizada
pela Federação das
Indústrias do Estado do
Paraná (Fiep), Sesi-PR e
Unindus (universidade
corporativa do Sistema
Fiep), com o patrocínio
do Sesi Nacional, visa
mostrar estratégias
empresariais que
transformam práticas
sustentáveis em negócios.
“O grande desafio é
tornar a
sustentabilidade como
parte da cultura da
empresa. Uma organização
que não tenha revisto
seus processos de gestão
terá dificuldades em
avançar nos conceitos de
sustentabilidade”,
afirmou Marcelo
Linguitte, diretor da
Terramater, de São
Paulo.
A Masisa, empresa de
Ponta Grossa que fabrica
painéis para a indústria
moveleira e arquitetura
de interiores, é um
exemplo de empresa que
já internalizou os
conceitos de
sustentabilidade em toda
sua gestão. “Trabalhamos
com o conceito de gestão
pelo Triplo Resultado,
uma forma de gestão que
avalia não apenas os
resultados financeiros,
mas também sociais e
ambientais de cada
decisão de negócios”,
afirmou Jorge Hillmann,
diretor geral da Masisa
Brasil.
Segundo Hilmann, esse
tipo de trabalho é uma
forma de agregar valor
aos processos da empresa.
“Uma gestão baseada
nesses critérios nos
permite ser mais
competitivos e obter a
preferência de nossos
clientes”, destacou.
Como exemplos de
práticas que estão
agregando valor aos
negócios, a HiIlmann
destacou a gestão de
resíduos, que visa
reduzir a quantidade de
resíduos gerada dentro
da empresa e fazer a
compostagem com resíduos
orgânicos e cinzas; e o
sistema fechado de
gestão de água.
Vantagem competitiva -
Para Linguitte, a
sustentabilidade
contribui com a gestão
das empresas em cinco
aspectos: foco na ética,
transparência, visão
multistakeholder, metas
empresariais alinhadas
ao desenvolvimento
sustentável e percepção
sistêmica. “É preciso
que os empresários
compreendam a
sustentabilidade como
vantagem competitiva
para gerar valor e não
uma barreira para os
negócios”, disse.
Para buscar o
diferencial competitivo,
a Joyful, empresa de
confecção de Curitiba,
desenvolveu o conceito
de moda sustentável. “O
setor do vestuário
enfrenta uma
concorrência enorme,
principalmente em
relação aos produtos
chineses. Uma das saídas
foi desenvolver uma moda
sustentável e, ao mesmo
tempo, sofisticada”,
explicou Adilson
Filipaki, diretor da
empresa.
A proposta da Joyful é
trabalhar com o conceito
da sustentabilidade em
todo o processo
produtivo, desde o tipo
de matéria-prima
utilizada para a
confecção das roupas até
o ponto de venda. “Nosso
público é diferenciado.
Proporcionamos um estilo
de vida para quem tem
atitude e pensa no
futuro”.
A coleção é composta por
peças confeccionadas com
tencel - uma fibra feita
a partir da polpa de
madeira, um recurso
natural e renovável
retirado de florestas
cultivadas com manejo
sustentável - e algodão
orgânico. Para o
tingimento das peças, é
utilizado corante
vegetal, extraído de
cascas, galhos, frutos
ou raízes oriundos de
árvores ou arbustos como
pau-brasil, acácia, pau
campeche, urucum, entre
outros.
Nova consciência de
consumo – Na opinião de
André Luis Saraiva
diretor-executivo
Programa de
Responsabilidade
Ambiental Compartilhada
(Prac), desenvolvido
pela Tamarana Metais em
conjunto com a Rondopar
Energia Acumulada, a
incorporação da
sustentabilidade nas
empresas requer uma nova
consciência de consumo,
o chamado consumo
consciente. “Trabalhamos
com a reciclagem de
baterias. A ideia é que
a gente volte para o
mercado vendendo energia
e não bateria”, disse.
A Tamarana atua como
recicladora e a Rondopar,
como fabricante das
baterias resultantes do
processo de reciclagem,
as baterias do Prac. “É
como se você comprasse o
direito de ligar e
desligar seu carro por
um ano e meio. A energia
não é sua. Eu a coloco
no seu veículo, você
paga, mas ela é nossa.
Quando ela acaba, eu
troco o equipamento
descarregado por outro
com energia e o processo
continua”, esclareceu
Saraiva.
Essa nova consciência de
consumo incentivou a
Biopar (Bioenergia do
Paraná), empresa de
Rolândia, no Norte do
Estado, a investir no
desenvolvimento de
biodiesel. “Hoje, o
biodiesel representa 5%
da composição do diesel.
E a tendência é que esta
porcentagem cresça”,
disse o consultor da
Biopar, Carlos Eduardo.
Segundo o consultor, o
biodiesel é uma energia
limpa, pois usa como
matéria-prima resíduos
que poderiam estar
poluindo o meio ambiente.
“Todas as plantas que
contém óleo podem virar
matéria-prima para o
biodiesel, uma das mais
utilizadas é a soja.
Também pode ser feito
com a gordura animal”,
afirmou.
(fotos: Josoé Carvalho)
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