Propostas
de
reforço
do MDL
podem
aquecer
o
mercado
Em busca do
aprimoramento e
de maior
efetividade na
redução das
emissões de
gases do efeito
estufa sob o
Mecanismo de
Desenvolvimento
Limpo (MDL), o
Comitê Executivo
(CE) está
propondo várias
modificações nos
procedimentos de
aprovação dos
projetos que
influenciarão as
movimentações no
mercado de
carbono.
Analisando a
proposta do CE
de
responsabilizar
as Entidades
Operacionais
Designadas (EODs)
pelas
estimativas
exageradas de
Reduções
Certificadas de
Emissão (RCEs)
nos projetos de
MDL, a
consultoria
Point Carbon
alerta que a
medida pode ter
sérias
implicações
financeiras para
as EODs e na
oferta de RCEs.
A potencial
restrição na
oferta e aumento
na demanda por
RCEs resultaria
em sinais fortes
e positivos para
o mercado.
Se a proposta
for aprovada, as
EODs podem
passar a ser
obrigadas a
substituir as
RCEs em excesso
por outras a um
custo
considerável,
explicam os
analistas da
Point carbon,
completando que
os novos
procedimentos
podem ser
retroativos. No
caso, segundo um
dos autores da
análise, Kjetil
Røine, o ônus
recairia sobre o
CE que teria que
provar que o
trabalho das
EODs tem
“deficiências
significativas”
ao invés do
contrário.
Como exemplo, a
análise cita o
caso das
controvérsias
envolvendo o gás
HFC-23, que até
agora resultou
em cerca de 218
milhões de RCEs.
Se 10% destas
RCEs expedidas
fossem tidas
como
inapropriadas, a
substituição de
RCEs custaria €
150 milhões às
EODs. Para
efeito de
comparação, os
lucros em 2009
da DNV, uma das
maiores EODs,
foi de
aproximadamente
€ 150 milhões.
Uma das
possíveis
conseqüências da
efetivação desta
medida seria um
aumento ainda
maior no tempo
de validação e
verificação dos
projetos, com as
EODs conduzindo
análises mais
detalhada e
cautelosamente.
Para entrar em
vigor, as
propostas
precisam ser
aprovadas pelo
CE e pela
Conferência das
Partes/ Encontro
das Partes, que
se reunirá no
México no final
de novembro.
Em uma análise
divulgada na
semana passada a
Point Carbon
reduziu em 25%,
de 142 milhões
de RCEs para 107
milhões, as
estimativas para
a
disponibilidade
de RCEs em 2010
devido ao
adiamento na
expedição de
vários projetos
de HFC-23.
(Envolverde/Carbono
Brasil)
Mudanças no clima da imprensa
Os leitores de jornais devem
estar achando que a imprensa
brasileira se converteu
definitivamente ao
ambientalismo. O Estado de
S.Paulo, na série dedicada
aos desafios do futuro
presidente da República,
traz um caderno especial de
doze páginas sobre o valor
do patrimônio ambiental, no
qual defende a preservação
das florestas e do cerrado.
Trabalho bem feito,
surpreendente para um jornal
conhecido por abrigar as
mais retrógradas campanhas
do agronegócio e sua bancada
ruralista.
Com exceção do Globo, os
jornais também dão destaque
ao mais recente levantamento
sobre o desmatamento da
Amazônia. Segundo a Folha de
S.Paulo, pela primeira vez
na história a destruição da
floresta deve apresentar uma
redução em ano eleitoral,
quando normalmente a
fiscalização se torna mais
frouxa. Os dados do
Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais e da ONG
Imazon revelam que teremos
em 2010 uma taxa de
devastação muito menor do
que a do ano anterior.
Onde? Onde?
O caderno especial do
Estadão abriga de forma
ampla os conceitos
essenciais da
sustentabilidade, como o
valor estratégico da defesa
do meio ambiente para um
país como o Brasil, fato
raro na imprensa brasileira.
Traz uma entrevista
esclarecedora do físico José
Goldemberg, na qual ele
derruba o mito segundo o
qual a preservação pode
prejudicar a produção de
alimentos. Além disso, uma
das reportagens demonstra
como o agricultor que
respeita a legislação
ambiental acaba ganhando com
a qualidade da água e o
controle natural das pragas.
São informações relevantes
para contestar as
barbaridades contidas no
relatório do deputado Aldo
Rebelo, do PCdoB, que prega
a flexibilização da lei.
Também muito instigante é a
reportagem da Folha de
S.Paulo, reproduzida do
inglês The Guardian,
revelando que um dos mais
notórios céticos do
aquecimento global, o
estatístico dinamarquês
Bjorn Lomborg, acaba de se
converter em defensor da
luta contra as mudanças
climáticas.
Lomborg, que vendeu muitos
livros e liderou um pequeno
grupo de cientistas e
curiosos que tentou
desmoralizar o relatório do
Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas,
agora afirma que o mundo
precisa destinar US$ 100
bilhões anualmente para
evitar o desastre climático.
Talvez seja hora de
perguntar como ficam os
ruidosos céticos, entre os
quais muitos jornalistas,
que durante dois anos
negaram as evidências dos
problemas ambientais.
Por: Arlindo de Paula
Machado Neto, Carlos Frederico Lins e Silva Brandão
e David Fagner de Souza e Lira *.
Impactos Ambientais Ocasionados Durante as Atividades de
Colheita Florestal
Por Aline Guedes
Recife sedia Conferência Internacional de Caprinos
Evento acontece de 19 a 23 de setembro, com presença de
pesquisadores de renome internacional